O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE LIMPEZA HOSPITALAR

Conheça os tipos de limpeza hospitalar e entenda como funciona a classificação das áreas.
precisa saber

Publicado originalmente em 14 de fevereiro de 2019

No Em ambientes hospitalares, a limpeza é parte fundamental do trabalho de todos os profissionais. Sendo um aspecto decisivo, com impactos diretos na saúde dos funcionários, pacientes e visitantes, é indispensável garantir a confiabilidade da operação.

 
Clínicas, hospitais e laboratórios lidam diariamente com riscos e desafios diversos. Em um complexo hospitalar, profissionais e pacientes estão expostos a ameaças químicas (medicamentos), físicas (como radiação em salas de raio-x), biológicas (vírus e bactérias) ergonômicas (esforço físico intenso) e de acidentes (objetos perfurocortantes). Para reduzir os riscos, é preciso unir uma equipe bem treinada e uma operação organizada, que leve em conta as vulnerabilidades e características do setor. Confira a seguir alguns conceitos que ajudam a garantir a eficiência da operação.
 
 
 
Tipos de limpeza hospitalar
 
 
A limpeza hospitalar considera três tipos principais.
 
 
 
Imediata: Procedimento eventual, que realiza a desinfecção de superfícies quando há presença de matéria orgânica.
 
Concorrente: Realizada diariamente, para manter e conservar os ambientes isentos de sujidade e risco de  contaminação. São higienizados pisos, banheiros, superfícies horizontais de equipamentos e mobiliários. É feita também a reposição de materiais (como sabonete líquido, papel higiênico e papel toalha) e a coleta de lixo, de acordo com sua classificação. Em salas cirúrgicas, a limpeza concorrente é realizada imediatamente após cada cirurgia.
 
Terminal: É um processo de limpeza mais profunda, incluindo todas as superfícies internas e externas, horizontais e verticais. Abrange pisos, paredes, equipamentos, mobiliários, colchões, janelas, portas, grades de ar condicionado, luminária e teto. Em unidades de internação de pacientes, a limpeza terminal é executada após alta, transferência ou óbito, ou em períodos programados. Nas salas cirúrgicas, é realizada ao término da programação cirúrgica diária.
 
 
 
Classificação de áreas
 
 
As superfícies são classificadas conforme o risco que oferecem ao paciente e aos profissionais. A partir dessa classificação, do tipo e da quantidade de riscos oferecidos
 
em cada área, é estabelecida a frequência da limpeza, que pode variar de 1 a 3 vezes ao dia, além de definir os produtos e EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) de uso obrigatório pelas equipes.
 
 
 
Áreas não críticas: São as que oferecem baixo risco de infecção, como recepção, administração e corredor de acesso.
 
Áreas semi críticas: Oferecem risco médio de infecção, como os quartos e enfermarias.
 
Áreas críticas: Áreas com alto risco de infecção pronto socorro, centro cirúrgico, UTI e isolamentos.
 
 
 
 
 
A qualidade de um hospital está profundamente ligada à pureza dos ambientes limpos e livres de agentes infecciosos. Investir em uma equipe de limpeza bem treinada, com o uso dos equipamentos e produtos corretos, impacta diretamente na produtividade do hospital e na diminuição de infecções hospitalares e contaminações cruzadas.
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